Vereadores de Campina Verde são alvo de operação do GAECO

Deflagrada nesta quarta feira, 18, pelo GAECO em conjunto com a Policia Militar, unidades da 9ª Cia INDEP, 54º BPM, 3ª Cia Indep PM, Secretaria de Estado da  Fazenda e DEPEN MG, a operação “30 Moedas” .

Conforme apurado pela Folha Uberaba, a operação trem como alvo o legislativo municipal da cidade de Campina Verde, no Triângulo Mineiro. Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão, a operação contou com três promotores de justiça, um policial penal, oito agentes da Receita Estadual, agentes do GAECO, cinquenta e dois  policiais militares e três servidores do MP.

De acordo com as informações, um grupo na câmara municipal daquela cidade, estaria desviando verbas de despesas de viagens para fins particulares.

Além dessa prática, o GAECO apura também crimes de tráfico de influencia, corrupção na eleição da mesa diretora, rachadinha e crimes contra a ordem fazendária com a emissão de notas fiscais falsas e alterações indevidas nos registros de gado de fazendeiros da região.

As investigações tiveram inicio em setembro de 2019e duraram cerca de seis meses.

O grupo investigado ficou conhecido entre os colegas como “ diaristas”, eles usavam a viagens sob o pretexto de cursos de capacitação para a gestão pública e com isso recebiam diárias de caráter indenizatório, sem efetivamente participar de tais cursos.

Os prejuízos aos cofres públicos chegam a casa de meio milhão de reais.

No caso da eleição da mesa diretora, um vereador, candidato a presidência,  ofereceu abrir mão de 60 mil reais em honorários advocatícios em troca do voto de outro edil.

Também é alvo de investigação o tráfico de influência registrado em exame para obtenção de CNH , onde um vereador fez pedido para que um terceiro fosse aprovado no exame.

Entre o grupo investigado, registrou-se também na prática de rachadinhas, onde funcionários dividem seus salários com os vereadores que os indicaram para manter seus empregos.

E um vereador é investigado pela prática de falsa movimentação de gado, o acusado conseguia empréstimos a juros diferenciados no Programa Nacional de Fortalecimento a Agricultura Familiar, transferindo virtualmente cabeças de gado entre outros pecuarista e para burlar o imposto de renda, emitia notas fiscais destas transferências simuladas para o IMA.

A investigação constatou também que, o vereador alegava possuir uma quantidade de cabeças de gado que seria impossível abrigar em sua propriedade.

 

 

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