Setembro Verde: MPHU conscientiza sobre a doação de órgãos e celebra renascimento dos transplantados

A Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU), com o apoio da Liga Acadêmica de Nefrologia, Urologia e Transplante (LANUT) da Uniube, promove, neste mês, a campanha do Setembro Verde “Dê o melhor de si”. A programação contará com palestras e ações sobre temas relacionados ao transplante renal e com a comemoração dos quatro anos de funcionamento do Programa de Transplante Renal do Hospital.

A campanha do Setembro Verde é realizada em todo o país e visa incentivar o debate sobre a doação de órgãos. “Ao longo deste mês, acontecerão ações para conscientizar a população sobre esse tema. Podem ser doados rins, coração, pulmões, fígado, pâncreas e tecidos como ossos, tendões, pele, córneas e valvas cardíacas. Diante disso, a campanha “Dê o melhor de si”, deste ano, abordará o público da saúde primária, levando palestras de conscientização com intuito de formar agentes multiplicadores dessas informações”, afirma a enfermeira Camila Alves Pereira Barros, responsável pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT).

A campanha também propicia a todos um conhecimento maior sobre a doação de órgãos no Brasil e os procedimentos necessários para se tornar um doador, por exemplo, informar a família. “No Brasil, a principal causa para um paciente em morte encefálica não se tornar um doador de órgãos é a recusa familiar. Por isso, eventos como o Setembro Verde são fundamentais para o conhecimento sobre morte encefálica e conscientização da importância de ser um doador de órgãos.  No Brasil, é preciso avisar em vida a família o interesse em ser um doador”, explica o coordenador do Serviço de Nefrologia, Diálise e Transplante Renal do MPHU, Fabiano Bichuette.

A programação conta com palestras sobre o processo da doação de órgãos ao transplante, as fases do luto e a atualização do Protocolo de Morte Encefálica. Também, serão realizadas ações nas Unidades Básicas de Saúde em Uberaba com a equipe de Enfermagem. “O Setembro Verde está contando com dez eventos programados. São oito ciclos de palestras e dois pit-stops ao longo do mês, onde os alunos do curso de Medicina se juntam para distribuir panfletos informativos, levantar cartazes e banners que falam sobre a importância de se declarar doador”, conta Camila.

Ainda segundo a enfermeira, a programação proposta tem o objetivo sair da teoria e levar a campanha à prática. “Queremos fazer com as pessoas vejam a campanha no seu dia-a-dia e criar a oportunidade para que elas saibam mais sobre doação. Conscientizar e informar a população é indispensável”, pontua.

Aniversário de renascimento - No dia 20 de setembro, às 10h, o MPHU irá realizar um evento em comemoração ao aniversário de quatro anos do Programa de Transplante Renal do Hospital. A reunião contará com a presença dos pacientes transplantados, que receberão, de forma simbólica, uma Certidão de Renascimento, para celebrar a recuperação que tiveram após a cirurgia. 

“O nosso trabalho vem crescendo em qualidade e quantidade de transplantes/ano. Diante disso, todos os anos, o hospital faz questão de promover um evento que comemora a data em que os pacientes foram transplantados. Cada um recebe uma Certidão de Renascimento, uma forma de eternizar esse momento tão importante”, conta Camila.

Transplante renal - O Brasil é o segundo país do mundo que mais realiza transplantes renais e hepáticos, somente em 2018 foram realizados cerca de seis mil transplantes renais.  Atualmente, estima-se que são mais de 32 mil brasileiros na fila por um transplante. Desses, cerca de 20 mil esperam por um rim, segundo dados do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT).

No Mário Palmério Hospital Universitário, somente este ano, foram realizados 16 transplantes renais. No total, desde setembro de 2015, o Hospital já realizou 61 procedimentos, sendo 23 doadores vivos e 38 falecidos. “Só existe o transplante renal se os pacientes estão inscritos na lista de transplante e, para isso, é importante a realização de diversos exames para testar se eles estão em boas condições de saúde para receber o órgão. Muitas vezes, quando existe um doador vivo na família, algum parente que se dispõe e que também está em boas condições clínicas, esse paciente, em teoria, não precisa aguardar na fila, ele consegue fazer o transplante no momento em que o doador dele estiver apto”, esclarece o nefrologista Fabiano Bichuette.

Sobre o trabalho realizado no MPHU, o médico complementa que o atendimento é realizado por uma equipe multidisciplinar, capacitada na área. "O sucesso do Programa de Transplante está diretamente ligado ao suporte interdisciplinar que oferecemos, com médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais e cirurgiões dentistas. Todos unidos para oferecer o melhor aos nossos pacientes”, conclui. O MPHU conta também com uma equipe para a captação de órgãos (córneas, fígado, rins), não só no próprio Hospital como em cidades da região.

Publicidade