Principais dúvidas sobre reserva ovariana

Casais que sonham em ter filhos e estão com dificuldades já devem ter ouvido falar sobre a reserva ovariana. Esse é o indicador de maior precisão quando se fala em fertilidade e é solicitado a mulheres com idade avançada ou que estão há mais de um ano tentando engravidar.

 

Para medir a reserva ovariana é necessária a realização de alguns exames, podendo ser de imagem ou de sangue. A indicação para tal deve vir do ginecologista especialista em reprodução humana que está averiguando a causa da infertilidade.

 

Saiba quais são as principais dúvidas sobre a reserva ovariana, com informações cedidas pelos especialistas da Clínica de Reprodução Humana Mater Prime.

 

Quando investigar a reserva ovariana?

Diversas situações podem levar à indicação de investigar a reserva ovariana. A primeira é quando um casal abaixo dos 35 anos está há mais de 12 meses tentando engravidar, mas sem sucesso.

 

Acima dessa idade, ou seja, dos 36 em diante, esse tempo é de seis meses. Quando passado, medir a reserva ovariana pode ajudar a identificar o que tem causado a infertilidade. Outro fator indicativo é quando o casal ou a mulher pretende engravidar, mas é um objetivo de longo prazo.

 

Ao medir a reserva ovariana, essa mulher terá noção da sua fertilidade e se será necessário — ou não — optar por tratamentos de preservação da fertilidade, como é o caso do congelamento de óvulos.

 

Quais exames fazem essa análise?

  • Dosagem de FSH (hormônio folículo estimulante);
  • Dosagem de hormônio antimulleriano no sangue;
  • Contagem de folículos ovarianos quando a mulher está perto da menstruação;
  • Dosagem de inibina B.

 

De todos esses exames, o que tem melhor precisão é o que mede o hormônio antimulleriano. Os outros podem dar um resultado errôneo e induzir o médico a indicar um tratamento que não resultará no sonhado exame de gravidez positivo.

 

Tem cobertura por parte dos convênios?

A ultrassonografia e os exames de sangue que medem o FSH e o LH são cobertos pelo convênio. Já o exame para medição do hormônio antimulleriano não. Ele tem elevado custo, variando de R$ 300,00 a R$ 800,00. Por mais que o valor do exame seja alto, ele é na atualidade a forma mais eficaz de medir a reserva ovariana da mulher.

 

Os outros, como o FSH, por exemplo, podem ter variação de acordo com o mês, o que torna a indicação de um tratamento menos efetivo e mais complexo.

 

Minha reserva ovariana é normal, mas não engravido. O que pode ser?

Ansiedade e o nervosismo podem colaborar na dificuldade de engravidar. Uma pesquisa realizada na Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, identificou que estresse e infertilidade têm relação direta. Durante 12 meses, pesquisadores analisaram mais de 500 mulheres entre 18 e 50 anos. Dessa parcela, as que se mostraram mais agitadas e estressadas foram as que mais demoraram para engravidar.

 

Em resumo, estresse e tentantes não combina!

 

Essas são algumas das dúvidas acerca da reserva ovariana. Caso tenha mais, fale com o seu médico — ginecologista ou especialista em reprodução humana — e tire todas elas.

 

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