Prefeitura está apurando número de óbitos por Covid em Uberaba

Investigação é sobre o motivo do aumento das mortes apesar da queda de transmissibilidade da doença no Município

A Prefeitura de Uberaba, por meio da Secretaria de Saúde/Departamento de Vigilância Epidemiológica, realizou uma análise dos óbitos por Covid-19 em Uberaba ocorridos até o dia 07 de outubro. Segundo os dados divulgados no Monitoramento Diário da Covid-19, foram 165 óbitos até o dia 07 de outubro de 2020.
O diretor de Vigilância em Saúde, Robert Boaventura, explica que o principal motivo do levantamento é o aumento de óbitos no mês de setembro comparando com agosto. “Observamos que aumentou muito entre esses dois meses e o início de outubro já estamos vendo que está aumentando. Nossa preocupação é o índice de transmissão ter caído e os óbitos aumentaram. Isso quer dizer que o problema não está na transmissão da doença”, relata Robert.

O secretário de Saúde Iraci de Souza Neto explica que o Comitê Técnico-científico de combate ao Covid-19 está fazendo uma avaliação junto à rede hospitalar de Uberaba. “Vamos avaliar o que está acontecendo para aprimorar o manejo clínico e os cuidados conforme os protocolos atualizados e em conformidade com as diretrizes do Ministério da Saúde para minimizar este impacto”, ressalta Iraci. Outra questão que o comitê tem observado e está analisando é a chegada no pronto-socorro do paciente já em estado grave. Ou seja, demoram a procurar a unidade hospitalar.

Números. A análise realizada pela Vigilância Epidemiológica distribui os óbitos por faixa etária e relatos de comorbidades. Até agosto, Uberaba tinha uma média de menos de um óbito por dia, com agosto tenho 32 mortes no mês. Em setembro, esse número saltou para 53 óbitos, representando 1,8 óbitos por dia. Já na análise dos óbitos por idade, quase 70% das mortes foram de pessoas acima de 60 anos, sendo que acima de 70 anos, foram quase 50%, segundo Robert.

“Noventa por cento dos óbitos tinham alguma comorbidade em geral. Ressaltamos que isso são informações enviadas pelos hospitais para a Vigilância Epidemiológica, pois eles são obrigados a nos notificar em um período máximo de 24 horas, com um questionário de investigação que atesta informações, como o relato de óbito, comorbidades, se teve contato ou não com outras pessoas, oxigênio, dia que internou, entre outros”, completa o diretor de Vigilância em Saúde. Ele pontua que caso familiares contestem alguma das informações, é preciso procurar o hospital para esclarecimentos.

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