Novembro Roxo: MPHU realiza ação de conscientização sobre a prematuridade

FOTO DIVULGAÇÃO UNIUBE - Grupo Aconchego conscientiza pais sobre a prematuridade

O Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU) realiza, nesta sexta-feira (29), uma ação de conscientização sobre a prematuridade. Em uma confraternização, a equipe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal promoverá a integração entre os pais de bebês prematuros internados com os pais de recém-nascidos que já receberam alta hospitalar. O evento será realizado no próprio hospital às 15h. 

A ação é uma das atividades promovidas pelo grupo de apoio às famílias, o Aconchego, realizado todas as sextas-feiras. “Durante o mês de novembro, nós promovemos um grupo específico voltado para a temática da prematuridade. Nesse ano, nós escolhemos a borboleta como tema, relacionando o fato de que o prematuro e a família passam por uma transformação do período da gestação, internação na UTI até o bebê ter alta do hospital e poder se desenvolver plenamente”, explica a médica pediatra e neonatologista, Débora Martins.

E para sanar dúvida de familiares e conscientizar sobre a importância do tema, participam do encontro diversos profissionais da área da saúde. “Falando sobre a prematuridade, nós podemos alertar as gestantes e mulheres com intenção de engravidar sobre a necessidade do cuidado com a saúde. Além de chamar a atenção para a necessidade de investimento nas áreas de saúde, que vai do pré-natal da Unidade Básica de Saúde (UBS) até os caros equipamentos das UTIs”.

A médica ainda esclarece que a prevenção da prematuridade é feita por meio do pré-natal. “O ideal é que a gestação seja programada para que a mulher se prepare e esteja em boas condições de saúde, assim é possível tratar e controlar qualquer doença que apareça durante a gestação, por exemplo, pressão alta, diabetes e infecções”.

E para o atendimento do bebê prematuro é necessária a presença de profissionais especializados e equipamentos adequados para esses pacientes, com controle de luz, temperatura e ruídos. “O hospital precisa ser capaz de atender gestantes que apresentem complicações na gestação. O primeiro tratamento é garantir um bom cuidado a esta mãe e condições de nascimento adequadas, com obstetras e pediatras treinados para o parto prematuro, e um ambiente que permita a proximidade das famílias durante a internação”, pontua.

O Mário Palmério Hospital Universitário conta com um ambulatório de pré-natal para gestantes de risco habitual e alto risco. Possui pronto atendimento de 24 horas para gestantes, além de enfermarias para internação. “Temos centro obstétrico com área física, equipamentos e equipe de obstetrícia e pediatria, com capacidade para realização de partos naturais ou cirúrgicos de qualquer idade gestacional. Ainda, UTI Neonatal com capacidade de 19 leitos, equipe multiprofissional especializada e apoio por meio das áreas de Psicologia, Serviço Social”, complementa a neonatologista.

A médica reforça que, após a saída do hospital, os bebês deverão continuar com o acompanhamento multiprofissional. “O trabalho destes profissionais é estimular e tratar a criança para que ela atinja o máximo possível do desenvolvimento. Além disso, é imprescindível vacinação em dia e alimentação saudável. Sempre que possível, a criança deve receber aleitamento materno”.

Prematuridade

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), para ser considerada prematura a criança deve ter nascido antes das 37 semanas de gestação. A neonatologista explica que há uma variedade de quadros clínicos que influenciam o tempo de cuidado hospitalar. “Depende muito da idade gestacional e do peso de nascimento. Nós temos prematuros que nascem com 25 semanas e 500 gramas, enquanto outros nascem com 34 semanas e mais de 2000 gramas”.  

O bebê prematuro não desenvolve todos os órgãos é isso dificulta o funcionamento do corpo fora do útero. As complicações geradas variam entre o controle da temperatura do corpo e a falha do funcionamento do coração e dos pulmões. Encaminhados para casa, os bebês devem receber acompanhamento de fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos e pediatras, que ajudarão no tratamento da criança estimulando o máximo desenvolvimento.  

 

“Falar sobre a prematuridade tem como objetivos: alertar as gestantes com intenção de engravidar sobre a necessidade do cuidado com a saúde, chamar a atenção sobre a importância de realização do pré-natal, chamar a atenção para a necessidade de investimento nas áreas da saúde, desde o pré-natal da UBS até os equipamentos da UTI, lembrar a necessidade de centros para reabilitação e seguimento dos bebês após a alta hospitalar e expor a necessidade de apoio às famílias durante a internação e após a alta”, finaliza a médica. 

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