No território de Suassuna

O ano de 2008 me trouxe maravilhosa experiência. Dois fatos registrados nos anais de minha memória, de que me ufano, por estar, ela, sempre pronta a me fornecer imagens fixadas no coração. O ano se espreguiçava cansado carreando notícias, guardadas no grande baú da memória do tempo. Assim foi, que subi no estribo desse bonde da vida espichando a estrada sinuosa, que alçaria em voo desejado às terras nordestinas, em convivência diferencialmente cultural sorvendo hábitos e costumes. O FLIP de Porto de Galinhas, a uma hora de Recife, abria-se em vastos horizontes.Era Pernambuco “falando para o Brasil e para o mundo!”Fizemo-nos presentes através dos “Poetas Del Mundo” aproximando-me da intelectualidade brasileira e vizinhos de outras nacionalidades.O Hotel Armação acolhia todos os congressistas.Assim a proximidade com o amazonense Tiago de Melo,sempre de branco vestido,mas que em rápida troca de palavras,pude falar de meu projeto de ópera a ser apresentado,naquele ano,de forma original interessando-se em conhecê-lo e não me furtando a receber dele,um beijo na face,que minha colega eternizou e que me apressei a colocar recentemente,no Facebook.

A abertura do grande evento contou com a presença da hoje desembargadora Anna Arraes e seu filho governador Eduardo Campos recebendo de nossa embaixadora no Brasil, a capacitada advogada e poeta Delasnieve Daspet, insígnia de cônsul dos Poetas Del Mundo. Tivemos a honra de ver e ouvir o queridíssimo Ariano Suassuna, um paraibano, de João Pessoa, que além de ostentar qualidades originais e ser imortal pela Academia Brasileira de Letras, dramaturgo, alma de poeta e de frases em mágicos  improvisos, traz a bondade estampada na fala e no gesto.Um mecenas,destacando sempre, tudo  o que fazem os artistas, que ele pinça nos teatros da vida oportunizando a eles, a chama ascendente da criação.Também,postei no “Face”,minha vitoriosa careta em que ele,amavelmente,entrelaçou nossas mãos às suas.Recentemente,a Folha de São Paulo o entrevistara e as  respostas são um livro aberto de  literatura,tão envolvente, quanto suas aulas-espetáculo, onde ele mistura dança, coreografia,teatro,artes plásticas  aliados à explanação rica de mensagens sérias  a fino humor. Criador do Movimento Armorial, em que mescla arte popular à erudita, me veio à tona o agradecer a Deus pelo que criara tentando colocar na terrinha do Major a ideia de retirar o elitismo da ópera tornando-a popular, através de textos em português e oportunizando aos ouvintes,imagem diferenciada de uma produção genuinamente uberabense. Os anais historiaram o evento, enquanto procuro dar continuidade a ele escolhendo e condensando a que prosseguiria com os mesmo objetivos criados, segundo me fora solicitado por quem tanto se entusiasmara. Encaminhado, pessoalmente, à Fundação Cultural, tanto se interessaram pela originalidade do projeto, que o acolheram formatando-o segundo exigências do Ministério da Cultura, que o aprovou. Verdade, que tanto o “Fígaro” quanto a “Carmem” são personagens marcantes, que a História reverencia.Oxente, e não é que a assertiva nordestina mapeia o brasileiro simples, melhor que a arrogância do OK,segundo lembrou Suassuna,em recente passaporte que o conduziu ao céu?

*************************************A Gomes Alves

 

 

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