Médico cardiologista é acusado de estuprar paciente durante consulta

Uma mulher de 32 anos procurou a polícia nesta quarta-feira, 28, para registrar denúncia de estupro contra um médico da cidade de Uberaba.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher relatou que foi ao consultório após ser avisada pela secretária do médico que o horário agendado anteriormente havia sido mudado e ela seria atendida na manhã de quarta-feira.
A mulher estava acompanhada do marido que ficou do lado de fora.
Já no consultório, o médico mandou que ela ficasse de bruços na maca pois iria examinar suas pernas.
Em seguida, ele começou a apalpar suas pernas até sua virilha e depois mandou que ficasse em pé com as mãos para trás, a mulher disse que nesse momento sentiu quando ele encostou seu órgão genital em suas mãos. Em seu relato a vítima conta que o médico massageava suas costas e dizia que ela estava tensa, em seguida ele mordeu seu pescoço e realizou a penetração, segundo ela, o médico a segurava pelos cabelos e em seguida a virou de frente e seguiu com o abuso.
A mulher relatou que empurrou o autor quando ele tentava fazer sexo oral e ele a segurou e tentou obrigá-la à prática, ela o empurrou novamente e ele ejaculou no chão.
Após esse fato, o médico ainda preencheu um papel e disse que ela tinha que retornar em 20 dias.
A mulher disse que havia estranhado o comportamento dele desde a primeira consulta, quando ele apalpou seus seios e pernas.
A vítima disse que não teve coragem de contar ao marido por medo da reação dele e só criou coragem de acionar a polícia após desabafar com uma amiga e essa a encorajar, ela disse que na hora ficou sem reação.
O marido da mulher disse ter achado estranho a demora da consulta e que durante o tempo que ela estava no consultório, a teria chamado pelo Whatsapp sem resposta.
A vítima foi levada ao hospital de clínicas da UFTM onde a médica constatou que ela tinha lesões na vagina, os resultados de exame seriam liberados hoje.
A polícia foi até a casa do médico que, após ser informado da denúncia, disse que não queria tratar do assunto na frente de familiares e que iria até a AISP dar sua versão.
O médico, de 48 anos, negou todas as acusações e disse que a porta ficou encostada e não trancada, que havia três secretárias do lado de fora, disse também que na clínica existem câmeras.
Segundo a polícia, após consulta ao sistema, constararam três outros registros com o mesmo tipo de narrativa contra o médico e por isso o conduziram à delegacia.

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