Exames preventivos podem auxiliar no diagnóstico precoce de câncer de próstata

O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens de acordo com o INCA – Instituto Nacional de Câncer. A estimativa feita pelo instituto é que um homem morre a cada 38 minutos no Brasil por conta da doença. Para conscientizar todos da importância de cuidar da saúde, este mês é comemorado o novembro azul.

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino que está localizada abaixo da bexiga e tem como principal função produzir esperma em conjunto com as vesículas seminais. O câncer de próstata é um tumor que afeta o órgão e os sintomas iniciais são silenciosos. Quando a doença avança, o homem pode sentir dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite, e em casos mais graves, sentir dor óssea, infecção generalizada ou insuficiência renal.

A prevenção contra a doença é o melhor caminho. “É de extrema importância realizar consultas com o urologista, principalmente após os 50 anos, já que a idade é um dos fatores de risco para a doença”, explica o gestor técnico do Sabin Medicina Diagnóstica em Uberaba, Carlos Eduardo Reis.

Uma das formas de identificar as alterações causadas pela doença é através do exame laboratorial PSA – Antígeno Prostático Específico. “Em casos benignos ou malignos de doença prostática, a proteína será identificada no exame de sangue. Com o passar dos anos a próstata tende a aumentar de tamanho e é normal que o PSA fique mais elevado por conta desse aumento de volume da próstata. Quando o PSA apresenta um valor muito acima do padrão, é um indicativo para o urologista de que existe a possibilidade do paciente estar com um tumor maligno”, afirma.

Outra forma moderna e inovadora para detecção de câncer de próstata é a Ressonância Multiparamétrica de Próstata (RM-MP). O exame é uma das técnicas mais modernas de diagnóstico por imagem e proporciona mais definição nos resultados, além de maior eficácia para detectar, estadiar e acompanhar tumores de próstata. Para o médico radiologista Luis Ronan de Souza, gestor médico regional do Sabin em Uberaba, a tecnologia oferece novas alternativas no diagnóstico, o que pode auxiliar o urologista no tratamento ideal para cada pessoa. “O exame oferece baixo risco aos pacientes, já que não utiliza  radiação ionizante. Além disso traz muito mais conforto aos pacientes e uma capacidade maior de precisão do diagnóstico, auxiliando o médico na proposta de tratamentos menos agressivos e com maiores taxas de sucesso ou, até de apenas acompanhar periodicamente sem cirurgia, chamado de vigilância ativa”, conclui.

 

Homens com 45 anos de idade com fatores de risco (histórico de câncer de próstata na família e sobrepeso/obesidade) ou com 50 anos sem esses fatores também devem ir ao urologista para consultas periódicas para realizar o exame físico, que permite avaliar as possíveis alterações na glândula.

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