Epidemia de sarampo reforça importância da vacinação

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O Infectologista, Frederico Zago explica que a vacinação é a única forma de prevenção contra o sarampo 

 

 

Quase dois mil casos de sarampo foram notificados pelo Ministério da Saúde. O aumento expressivo de casos traz o alerta sobre a importância da vacinação. 

"O vírus do sarampo é altamente contagioso. É uma doença viral aguda causada pelo Morbilivirus. A transmissão ocorre, principalmente, no inverno e na primavera, por meio de aerossóis respiratórios e gotículas eliminadas pelo espirro ou pela tosse. A única forma de prevenção é a vacinação", afirma o infectologista, especialista em Alergia e Imunologia, Frederico Zago.

Os sintomas iniciais são febre, acompanhada de tosse persistente, irritação nos olhos, coriza, congestão nasal e mal-estar intenso. Após estes sintomas, há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias. Em alguns casos ocorrem complicações, como cegueira, inflamação do cérebro e pneumonia.

O Ministério da Saúde informou que mais de 16 milhões de doses da vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola, foram enviadas para todo o país e estão disponíveis gratuitamente nos mais de 37 mil postos de vacinação em todo o Brasil.  

Segundo Zago, a doença é potencialmente grave. A orientação é que todas as pessoas, de um a 29 anos, tenham tomado as duas doses da vacina e que pessoas, de 30 a 49 anos, tenham pelo menos uma dose no histórico de vacinação. O diagnóstico da doença é feito com exame clínico e, quando necessário, confirmado por exame de sangue. 

A Pasta informa que a doença já afeta São Paulo, Rio, Pernambuco, Goiás, Paraná, Maranhão, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e Piauí. "Embora Minas Gerais ainda não tenha casos confirmados, manter o calendário de vacina atualizado é importante já que essa é a única forma de prevenir. Pessoas que vão viajar para um desses estados precisam estar imunizadas para evitar a contaminação", finaliza Frederico Zago.

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