Banco de Dentes Humanos da Uniube é aprovado pelo CONEP

O Banco de Dentes Humanos (BDH) da Universidade de Uberaba teve o funcionamento aprovado pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) e pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP). O projeto do BDH-Uniube teve início em 2015 e, já em 2016, contava com as aprovações do Conselho Universitário e do Comitê de Ética e Pesquisa da Instituição. A partir da aprovação do CONEP, a Uniube passa a fazer parte do seleto grupo de 15 biobancos brasileiros devidamente credenciados para o ensino e a pesquisa.

BDH-Uniube tem o objetivo de complementar as necessidades pedagógicas dos estudantes de Odontologia, bem como a dos professores, durantes as aulas teóricas e laboratoriais. “Já no campo de pesquisas acadêmicas, ele deve servir como um verdadeiro banco, pois emprestará o material recebido por meio de doações a graduandos, pós-graduandos e pesquisadores, possibilitando a realização de pesquisas científicas na Universidade”, conta o cirurgião-dentista e coordenador geral do Banco de Dentes da Uniube, professor Marcelo Sivieri de Araújo.

O dente é tido como órgão, dessa maneira também está incluso na Lei de Transplantes 9.434/1997, que criminaliza a venda de qualquer órgão, tecido ou parte do corpo humano. “Diante das várias crenças populares relativas à perda dos dentes de leite ou decíduo, a necessidade dos cirurgiões-dentistas e, também, com o intuito de acabar com o comércio ilegal de dentes, foram criados, a partir de 1992, os Bancos de Dentes Humanos (BDH). As Universidades que contam com o curso de Odontologia passaram a ter um espaço muito importante”, explica o professor.  

Ainda segundo o cirurgião-dentista, a manipulação errada dos dentes pode ocasionar o contágio de doenças. “Principalmente se o ‘dono’ do dente tiver sido portador de alguma doença infectocontagiosa, já que alguns microrganismos podem permanecer. Já do lado de quem perde os dentes, o BDH serve como um exemplo de respeito à doação de órgão, afinal o papel do banco de dentes não fica restrito às universidades, ele pode ser compartilhado com comunidade em geral.  Poucas pessoas reconhecem o fato de que um dente possa ser doado, e o ato de doar um dente é um ato tão louvável quanto a doação de um outro órgão, guardadas as devidas proporções”, complementa.

Qualquer pessoa pode doar dentes, desde que eles tenham sido extraídos por indicação terapêutica. “Os doadores devem assinar um termo de consentimento autorizando a doação do dente para fins de ensino e pesquisa.  Os dentes doados, ao chegarem ao BDH-Uniube, recebem uma limpeza mecânica com água e sabão, posteriormente são limpos de maneira mais profunda. São retiradas as cáries e outras impurezas por meio de raspagens com equipamentos específicos. O material, então, é separado em grupos de acordo com a anatomia e o posicionamento deles na cavidade oral e guardados em geladeiras dentro de recipientes com soluções de armazenamento adequadas”, finaliza.

O Banco de Dentes Humanos da Uniube fica localizado no Campus Aeroporto sob a administração da coordenação.  

 

Publicidade