Artes de uma criação atípica

              Desde que o mundo se fez, empregou-se a arte como atividade utilitária. O próprio Deus, ao criar Adão, usou processo artesanal esculpindo-o de barro. Manipulação cuidadosa, uma vez que sua obra seria a sua imagem e semelhança.

Se para Eva, os métodos artísticos foram outros, continuou sendo arte manipulada retirando-lhe uma costela sem que houvesse mutilação e, contraditoriamente, arte bem acabada! O que fez Michelângelo insistir com sua bem manipulada obra – Moisés -milênios depois lhe exigindo: PARLA, fizera o Criador para que os primeiros habitantes, também falassem.

Não só falaram, como fizeram mil travessuras, tantas artes querendo superar o Mestre. Daí, o homem inspirou-se no Criador e criou o trabalho!

Na consecução dos dois primeiros seres, inspirou-se na Escultura. Ao separar as águas da terra, surgiu a Engenharia e todas suas ramificações. Ao lhe descortinar o Paraíso com sua limitações levando o homem a pensar, inspirou-se, ele, na arte da Filosofia. Dando-lhe uma alma para se comunicar, criou o homem, a ciência do comportamento - a Psicologia. Sugerindo Deus, aos primeiros terrestres, que o Paraíso oferecia prazeres mil para seu diletantismo, manifestou-se neles, a Arte com suas superações e satisfações.

E o homem saiu rabiscando coisas que pensava pra não se esquecer das que falava.  Criou-se o Desenho e a Literatura, em prosa e verso conforme necessidade de se expressar.

O homem tornou-se um ambulante de papel passado.

Mas, ele tanto quis ampliar seu universo artístico, que fez do Teatro sua fantasia maior, na recriação de sua vida.

Ainda era pouco. Virou e mexeu, na ânsia de criar, que o Criador ponderou que não seriam regras de Higiene, que o homem continuasse a amassar o pão com o suor de seu trabalho. E inventou-se o lazer.

Entremeando lazer e trabalho, o homem foi recriando coisas.

Nos quatro elementos que Deus pôs à disposição, água, ar, terra e fogo, o Criador facultou ao homem, as cores da vida.

Daí, ele saiu pintando e bordando...

E todos os engenhos da arte humana tornaram-se credores da Arte Divina!

    ************************************Arahilda Gomes Alves

Cadeira 33 Academia de Letras do Triângulo Mineiro

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