Ansiedade e tristeza representam 35% das buscas pelo ‘Saúde Mental na Escuta’

Natureza das queixas diversificou no último mês

O callcenter ‘Saúde Mental na Escuta’ completa três meses de atendimento nesta segunda-feira (6). Conforme repassado à Folha Uberaba, disponibilizado pela Prefeitura de Uberaba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o serviço busca evitar o adoecimento das pessoas e o agravamento das  que já apresentam algum tipo doença psiquiátrica, devido a pandemia de Covid-19. Os profissionais da Diretoria de Atenção Psicossocial acolhem as pessoas em sofrimento emocional em decorrência da pandemia e das medidas por ela acarretadas, como distanciamento social e isolamento domiciliar, e encaminham essas pessoas para o serviço mais adequado conforme a situação.

Segundo o diretor de Atenção Psicossocial da SMS, o psicólogo Sérgio Marçal, a análise numérica dos atendimentos do ‘Saúde Mental na Escuta’ mais uma vez demonstra que os aspectos relacionados ao motivo do acolhimento têm se mantido os mesmos. “A maioria das queixas se dá em função de processos de ansiedade (22%), seguidos de processos de tristeza (13%), desorganização da rotina e orientações de rotina (11%), principalmente, quanto à rotina de crianças no lar e dificuldade em orientação de atividades escolares dos filhos, seguido também de questões de conflitos familiares (8%), que já começam aparecer de forma destacada”, relata Sérgio. Outras queixas passam por orientações sobre o Covid-19, uso de álcool e drogas e alterações do sono, que também adquiriram um percentual importante, diversificando as reclamações.

Conforme repassado à Folha Uberaba, as abordagens de orientação também permanecem as mesmas: escuta ativa e acolhimento da queixa (66%), seguidos de encaminhamento para serviços da rede de atenção psicossocial (9,8%), orientações a respeito de organização da rotina (8,7%), direcionamento para orientações do ‘Saúde Ativa’ (4%), encaminhamentos para a busca de benefícios sociais na assistência social e encaminhamentos para atendimento em situações de urgência e emergência, com cerca de 1% cada. A maioria da procura por orientações telefônicas continua sendo do sexo feminino, com 73,2%, frente a 26,6% da demanda masculina, com a prevalência de 57% de pessoas com idade entre 18 e 50 anos, 40% acima de 50 anos e 3% de crianças até nove anos.

Duas linhas de telefone são voltadas para o atendimento dos profissionais que estão à frente do combate à Covid-19. São eles o 3314-8707 e o 3316-1328. A população em geral que precisar da ajuda pode ligar nos telefones: 3325-8391, 3314-8101, 3321-7642 e 3314-7277. O serviço está disponível 12 horas por dia, de segunda a sexta-feira das 7 às 19 horas.

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