Água de beber, água de lavar, água de afogar...

Mozart Jr. Dizem que a água lava tudo, menos a língua... Hoje Uberaba viveu mais um dia de chuva intensa, daquelas que lava a alma daqueles que veem a chuva como bênção... Se alguns não temem as tempestades por se sentirem harmonizados com as forças naturais, outros por outro lado, se encolhem ao verem o “forro ramiado" como se diz lá no sertão...

Cá na Zebulandia, as águas desse verão chuvoso, arrastaram lixo que os cidadãos civilizados espalham pelos cantos, arrastaram veículos e causaram temor em muitos cantos da cidade. As mesmas águas, tão tristes são lagrimas na inundação...

Essas águas, que irrigam as plantações, e saciam a sede da população, o fatigado rio Uberaba que o diga... Essas águas que lavam a alma daqueles que dançam na chuva ao som de músicas inebriantes e são chamados de loucos pelos surdos. Essas águas também arrastaram na enxurrada violenta, a arrogância de gente que um dia se arvorou em ser Deus e desafiou São Pedro, arrastou a pretensão orgulhosa de outros que, feito blasfêmia, juraram que nunca mais Uberaba veria esse circo de horrores.

Verdade que antigamente a água das chuvas por aqui alcançavam um nível acima, porém, nada que um silêncio ou pelo menos uma fala, menos inflada pela arrogância, fizesse afogar o orgulho agora... Que as lições não se percam escorrendo bueiros afora...

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