Um estorvo

Mais uma vez o governo do estado dividirá o já dividido pagamento ao pessoal da Educação. Enquanto os profissionais da segurança pública e da saúde, que também estão com os salários parcelados, receberão o máximo de 3.000 reais no próximo dia 13 (sexta-feira), referente a 1ª parcela das 3 que o estado inventou, os profissionais da Educação receberão a astronômica quantia de 1.500 reais. Foi a declaração do próprio governo, ou seja a 1ª parcela de professores, pedagogos e diretores sera parcelada também. Gostaria de saber se nossas contas também serão parceladas. Sim, porque entre os dias 10 e 16 vencem a maiorias destas contas e neste caso os trabalhadores se veem na obrigação de entrar no cheque especial (o maior juros do mundo). Qual é a visão de um “patrão” que acredita que  professores não precisam de salário? Outro questionamento é: Quem decide o que é prioridade? Segurança é prioridade? Sim, sem duvidas. Saúde é prioridade? Sim, também nenhuma duvida. Porém, a Educação tratada com a devida seriedade ajudaria diretamente nestes outros dois itens. O investimente em educação por si só reduz os gastos em segurança e saúde. Paises que optaram por investir maciçamente em educação se tornaram grandes potencias mundiais. Sofremos horrores nos governos anteriores, agora voltamos a sofrer no atual governo. Os políticos definitivamente não demonstram nenhum interesse em oferecer uma boa Educação a população. Um povo culto é mais esclarecido e isso gera a obrigação de justificativas plausíveis para gastos, leis e tudo mais que os agentes públicos tem o dever de fazer. Sendo assim, é melhor tratar esta Educação como um mero detalhe, para não falar um estorvo, que deve ser relegada a um plano inferior. Enquanto isso nós, profissionais da Educação, continuamos sendo retalhados e discriminados, induzidos a pensar, com pesar, “que mal eu fiz para ser tratado desta forma?”

Desabafo de um professor com 32 anos de “sala de aula”, sendo 28 deles no serviço público.

Edgard Silva Junior

 

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