Sociedade do medo

Por Sub Ten. Barbosa

 

Acompanhei neste final de semana, com mais intensidade, o momento de fragilidade social que estamos vivendo. 
A sociedade de bem, está com medo. Presa, torturada e sem voz.
Em uma ponta, sofre a violência das leis e impostos abusivos, que cada dia, a única certeza que temos é que esses impostos, servem tão somente, para manter a abastada máquina política. Na outra ponta, estamos reféns do crime organizado. Que beneficiados por um sistema legal ineficaz, deita e rola, causando dor, sofrimento, e medo na população de bem.
Estamos, nós, a sociedade de bem, a deriva. Sem saber a quem recorrer, sem saber em quem acreditar.
Acompanhei as redes sociais, e percebi, o tanto que as pessoas estão em pânico. 
Pronunciamentos e áudios, desprovidos de informação concreta, que acabaram aumentando a sensação de insegurança. 
Fotos, áudios, videos, enfim, tudo produzido para alarmar e colocar em pânico toda nossa sociedade.
Que alguns fatos aconteceram, isso é verdadeiro. Tivemos, ônibus incendiados, agências bancárias vandalizadas. Isso é fato e de conhecimento público. Mas, a pergunta que faço a todos, é por que tal situação acontece? Por que permitimos que essas coisas atrapalhem nossa vida social? Cada um tem sua opinião. E na minha, e sempre gostei de ver com amplitude a questão, estamos colhendo os frutos de nossa inércia e de nosso medo. Houve a greve dos caminhoneiros, motivações a parte, afirmo que esse era o momento para darmos um basta em toda essa corrupção que assola esse país. Era o momento do povo brasileiro, se unir em prol de uma causa maior. Mas, ficamos inertes. Há muito o crime organizado vem se estruturando, e o que fazemos? Permitimos, e quando digo que há permissão, é porque temos um sistema que beneficia o infrator, e o deixa livre para cometer os mais diversificados crimes. Aonde estava a sociedade quando essas benesses foram aprovadas e mantidas? 

O medo, é um motivador. 
Através do medo, podemos sucumbir, ou tomar medidas desesperadas, e acredito, o desespero já começa a tomar conta da população ordeira.
Levantamos a cabeça, ou, como tenho hábito de dizer, e me perdoem o chulo adágio, quem muito abaixa a cabeça, levanta a bunda.
Pensem, ainda há cura, mesmo que o remédio seja amargo.

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