SMS discute fluxo de atendimento das arboviroses com hospitais de Uberaba

Encaminhamento dos casos mais graves e acompanhamento pós-alta foram abordados

Equipe da Secretaria de Saúde (SMS), por meio do Departamento de Epidemiologia, se reuniu com representantes do Hospital de Clínicas da UFTM, Hospital Mário Palmério, Fundação de Ensino e Pesquisa de Uberaba (Funepu) e Superintendência Regional de Saúde (SRS) para acertar o fluxo de atendimento das arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti nos hospitais. O objetivo é acelerar o fluxo de atendimentos em casos suspeitos de dengue, chikungunya, zika e febre amarela e estar preparados para encaminhar os casos para as devidas providências, conforme a classificação dos casos.

Segundo o chefe do Departamento de Epidemiologia da Secretaria de Saúde, Robert Boaventura, durante o Seminário Estadual realizado em dezembro de 2018, foi apresentado o perfil epidemiológico do Brasil e de Minas Gerais, com grande possibilidade de epidemia. “Por isso, precisamos estar articulados, agilizar os trabalhos de notificação e trabalhar no começo da doença para evitarmos que isso aconteça em Uberaba. Em 2018, o nosso fluxograma de trabalho deu muito certo, mesmo sendo um ano atípico, com casos de dengue mesmo fora de época e 2019 já começamos com o número de notificações alto”, esclarece Boaventura.

Para o fluxo de atendimento de 2019, junto aos Hospitais parceiros, foi acertado em quais situações, os pacientes seriam encaminhados para os mesmos, como ficariam o acompanhamento pós-alta, retornando para a unidade de referência do bairro do paciente, vias de comunicação, regulação dos pacientes no SUSFácil - programa visa agilizar o atendimento de serviços hospitalares e ambulatoriais de média e alta complexidade, além de procedimentos de urgência e emergência do SUS – e critérios de avaliação clínica e solicitação dos hemogramas.

Assim, como na capacitação realizada na última semana sobre o manejo clínico das arboviroses transmitidas pelo Aedes aegyptipara profissionais das unidades básicas da rede pública de saúde de Uberaba, Boaventura reforçou a importância das notificações, mesmo em casos apenas suspeitos, com preenchimento completo das informações sobre o paciente e o atendimento do mesmo. “As notificações são o nosso ‘termômetro’ de como está a movimentação nas unidades e, em caso de óbito, de investigarmos o que aconteceu, que o Departamento de Epidemiologia tem que responder para o Estado, caso aconteça”, explica o chefe do Departamento.  

Classificação dos Casos – Os casos de dengue são divididos em quatro grupos, conforme a gravidade: A, B, C e D. O Grupo A, é um caso leve, em que o paciente vai na unidade, mas pode voltar para casa e mais tarde ter retorno na UBS. No Grupo B, o paciente precisa ficar em observação na unidade, enquanto Grupo C, o paciente ficará em observação no hospital, que no fluxograma de Uberaba seriam o Hospital da Criança e o Hospital Beneficência Portuguesa. “Quando o caso é classificado como Grupo D, é uma situação mais graves e precisam de mais atenção, em que o paciente tem que ser encaminhado ou para o Hospital de Clínicas, o Mário Palmério ou o Hospital Regional para maior cuidado”, relata Boaventura.

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