Secretaria de Saúde capacita profissionais da rede municipal sobre Hanseníase

Profissionais do Programa Saúde da Família e da rede municipal de saúde estão sendo capacitados sobre a Hanseníase. A ação teve a primeira turma no dia 28 de novembro e a segunda turma ocorrerá nesta quarta-feira (5), das 13h às 17h no anfiteatro da Unimed. A capacitação da Secretaria Municipal de Saúde é uma ação organizada pelos departamentos de Vigilância Epidemiológica e Atenção Básica.

De acordo com Robert Boaventura, diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica serão mais de 100 profissionais atualizados sobre a doença. “Estamos abordando na capacitação desde o diagnóstico até dados importantes sobre o tratamento da hanseníase e a avaliação dos contatos. Esta é mais uma capacitação, das diversas já realizadas neste ano, visando manter os profissionais sempre atualizados e bem preparados”.

A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, que acomete principalmente pele e nervos periféricos podendo levar a sérias incapacidades físicas. Pode acometer pessoas de ambos os sexos e qualquer idade em áreas endêmicas. Entretanto, é necessário um longo período de exposição e apenas uma pequena parcela da população infectada adoece.

Os sinais e sintomas mais frequentes da hanseníase são manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo, com perda ou alteração de sensibilidade térmica, tátil e à dor, que podem estar principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas. Além disso, área de pele seca e com falta de suor, com queda de pelos, especialmente nas sobrancelhas; sensação de formigamento; dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas, inchaço de mãos e pés; entre outros.

A hanseníase é transmitida principalmente pelas vias áreas superiores, por meio de contato próximo e prolongado. Apresenta longo período de incubação, sendo em média de 2 a 7 anos. O diagnóstico é essencialmente clínico e epidemiológico, realizado por meio do exame geral e dermatoneurólogico para identificar lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos periféricos, com alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas. 

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