Obras da Educação paradas por falta de recursos começam a ser destravadas

O prefeito Paulo Piau foi firme e disse que só sairia da sede do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) esta manhã, em Brasília, com uma decisão. E deixou o local otimista ao lado da secretária municipal de Educação, professora Silvana Elias, após audiência na autarquia, que culminou no desbloqueio do sistema relativo a obras de novas unidades do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância) no Município. As construções foram paralisadas por interrupção no repasse de recursos por parte do Governo Federal.

As construções estão paradas nos bairros Antônia Cândida, Copacabana, Recreio dos Bandeirantes e Parque São José. As três primeiras serão destinadas a crianças entre 0 e 5 anos, totalizando cerca de 600 vagas  em  tempo integral. Já para o Parque São José, a estrutura em andamento será destinada ao ensino fundamental, com seis turmas de tempo parcial, algo em torno de 300 vagas, e outras 180 de período integral.

Boa parte das obras está em fase adiantada, mas paralisadas por falta de recursos. A do Parque São José e a do Recreio dos Bandeirantes, por exemplo, se liberados os recursos em curto prazo, como se prevê, poderão entrar em funcionamento já em 2019.  O desbloqueio é a primeira ação necessária para a liberação dos recursos, lembra Silvana Elias.

Quando Piau deixou a sede do FNDE o sistema já estava desbloqueado. “A parte mais difícil foi garantida hoje por Uberaba e para a nossa estrutura de educação ante à dura realidade observada em todo o Brasil por contingenciamento de recursos federais”, destacou. As expectativas – reforça – são altamente positivas.

O déficit de vagas na educação infantil é grande. As novas unidades vão suprir muito da demanda, notadamente em áreas que não tem vagas. O Recreio dos Bandeirantes ilustra bem a necessidade e importância, haja vista que sua conclusão e entrada em funcionamento representarão a quebra de um tabu que já dura cerca de 50 anos.

Para a conclusão das quatro unidades resta a liberação de aproximadamente R$ 3 milhões 500 mil de um investimento total da ordem de R$ 8 milhões. A contrapartida do Município, que consiste na terraplanagem, já foi cem por cento cumprida.

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