O fim da Copa pode ser só começo de uma nova história para o país

Mozart Jr.

mozartjr2011@gmail.com

 

A Copa acabou para o Brasil e o sonho do Hexa fica adiado mais uma vez, passada a decepção com mais um fracasso no mundial, esse, felizmente, menos elástico do que o de 2014... As pessoas começam a voltar sua atenção para o que realmente interessa e a eleição deste ano começa a esquentar as discussões.

O episódio  do domingo do manda soltar, manda prender, manda soltar e manda ficar preso de novo, foi o tema preferido em tudo que é roda de conversa. Para tristeza de alguns e alegria de outros, ficou preso o ex-presidente Lula.

Os grupos de WhatsApp  da terrinha se esqueceram um pouco da política do quintal e começaram a ampliar os horizontes da discussão, trazendo o assunto para a pauta do dia.

Os ânimos andaram exaltados entre os pró e os contra Lula, as acusações de fanatismo foram amplamente distribuídas dos dois lados.  E parece que está longe de acabar essa coisa, tão brasileira , de tratar política como futebol, são poucas as criticas realmente embasadas de lado a lado, as vezes alguma voz mais arrazoada foge dos chavões propagados pelas redes sociais e consegue trazer uma certa lucidez a discussão movida apenas pela paixão para alguns.

As acusações de manipulação partem também dos dois lados, alguns administradores de grupos que em público se dizem apartidários, são acusados de chamar para uma conversa particular,  participantes que não comungam de suas preferências e ali tecerem um longo sermão, isso quando não excluem os participantes que “destoam” da democracia dos grupos...

Uma coisa é certa, isso é só o começo, o festival de dossiês segue se avolumando, e já tem gente distribuindo dossiês que, segundo eles, pode vir a respingar nas pretensões até do pré -candidato a vice  governador Marcos Montes, e isso tudo baseado em sua relação de proximidade com pessoas   ligada a atual administração municipal, é aguardar para ver o que virá por aí...

Outros falam de pessoas que pregam a mudança e falam em renovação, mas que, estariam atolados até o pescoço em ligações que representam o passado e olha que não é um passado de que se tenha muito a se orgulhar não.

 

Uma questão que fica, em relação a eleição para o Planalto é, o que podem fazer candidatos que parecem fantasmas que aparecem de quatro em quatro anos, ou se Lula conseguirá, da prisão ou no minimo de sua inelegibilidade, transferir votos para seu escolhido. Verdade que existe um grupo que considera o ex-prsidente um quase messias, porém esse grupo apenas, é insuficiente para vencer a eleição e pensando no desgaste do PT, fica dificl imaginar que os votos para o candidato do partido saiam daquele numero já cristalizado dos que defendem sua bandeira acima de tudo.

 

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, vendo as últimas noticias sobre apoios e coligações, confesso que essa é a impressão que fica. Quando um candidato que representa a esperança da moralização deste país caminha para se aliar ao PR, fica difícil crer no discurso de moralização baseado no histórico desse partido. O discurso do capitão é que precisa de tempo na TV, mas analisando friamente, fica complicado explicar as figuras que aparecerão ao seu lado, ou pedindo voto pela moralização da política nacional... No mínimo podemos dizer que existe aí um conflito de interesses, para quem acha que não, basta dar uma pesquisadinha no episódio Mensalão...

O pré-candidato Jair Bolsonaro tem hoje uma força nas redes sociais que nenhum outro candidato possui, nem os que financiam grupos para venderem seu peixe, a adesão a campanha dele é espontânea e isso não pode e não deve ser deixado de lado e com certeza,por esse motivo é que  alianças dessa natureza, servirão de munição para seus inimigos, especialmente os que  se alinham mais ao centro. 

É grande a  expectativa com os primeiros debates, aos quais ele ainda não garantiu presença,  o que é de se estranhar, pois para quem tem o discurso de aceitar o PR para ter tempo de TV, cogitar não ir a debates é no mínimo incoerência.

Vamos torcer para que essa copa, a da eleição, tenha um vencedor que realmente possa fazer o Brasil ser, na pratica, mais que o país do futuro ou a pátria de chuteiras.

 

 

 

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