Mulheres na OAB...

Patrícia Teodora da Silva é advogada
pati_teo@yahoo.com.br

 

As mulheres advogadas representam 49% do total de advogados no Brasil, um número que chega a 1.142.326 de advogados no ano de 2018, segundo dados de março de 2018 do Conselho Federal da OAB.

Nas Seccionais, dos 26 Estados da Federação e Distrito Federal, nenhuma mulher foi eleita para o cargo de Presidente.

Já, na condição de vice Presidente, foram eleitas 19 mulheres, o que representa algum alento nas eleições de 2018 para OAB.

Mulheres, além da jornada dupla, ao graduar no curso de Direito e obter a tão almejada “carteira da OAB” pela aprovação em exame nacional, ainda enfrentam um mercado de trabalho hostil, sendo comum a realização de outras atividades profissionais secundárias para subsistência.

Mulheres na política...
Quanto ao cenário nacional político, no que tange ao cargo de Deputadas Federais e Senadoras, o ano de 2018 representou pouco avanço. Ainda permanece uma representatividade de 13% no Senado, e na Câmara dos Deputados, aumento de apenas 15% em sua composição.

Políticas públicas de integração, combate à violência doméstica, campanhas educativas contra o machismo são prejudicadas pela pouca representatividade.

Segundo a Organização das Nações Unidas, as políticas de conscientização acerca da necessidade de  igualdade de gênero nas escolas, é um custo muito baixo, se comparado os 1,5 trilhões de dólares, ou seja 2% do Produto Interno Bruto - PIB mundial, para lidar com as consequências da violência e exclusão ou baixo aproveitamento no mercado de trabalho.

Na mesma linha, no Fórum Mundial de Davos na Suíça, realizado em janeiro de 2018, estudos de gênero sinalizaram que se as mulheres ocupassem papel igualitário aos homens na economia, o PIB mundial poderia aumentar em 28 trilhões de dólares. Portanto, discussão de gênero é necessária para que haja um melhor desenvolvimento socioeconômico em países como o Brasil.

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