Lula preso há um ano, não é motivo nem de protesto, nem de comemoração

Completou um ano, que o condenado e ex-presidente Lula encontra-se preso nas dependências da Polícia Federal de Curitiba.

Lula foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do apartamento Tríplex localizado na cidade de Guarujá/SP. Além deste processo, já fora condenado, em primeira instância, em outro referente ao sítio de Atibaia, também em São Paulo, além de responder a outros inquéritos e processos criminais.

A maioria das condenações se deu por envolvimento no escândalo da Lava Jato e Petrolão. Junto do meliante, várias pessoas foram condenadas, dentre elas: empresários, lobistas, doleiros e políticos. Chama a atenção a quantidade de pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores (PT), a saber: Alexandre Romano (ex-vereador do PT), André Luiz Vargas (ex-deputado do PT), Antônio Palocci (ex-ministro dos governos Lula e Dilma), Delúbio Soares (ex-tesoureiro do PT), Gim Argello (ex-senador do PT), João Santana (ex-marqueteiro do PT), João Vaccari Neto (ex-tesoureiro do PT), José Dirceu (ex-ministro do governo Lula), Paulo Ferreira (ex-tesoureiro do PT), entre outros.

Mesmo assim, o Partido continua a defender a honestidade do condenado Lula, dizendo ser o mesmo um preso político, apesar da ampla prova processual que envolve o ex-presidente, em um esquema vergonhoso de “assalto” às estatais, corrupção e lavagem de dinheiro.

Esqueceram os petistas de clamarem inocência pelos outros envolvidos, ou o Lula era a única vestal do prostíbulo da corrupção, que nada sabia, que nada via e que nenhum malfeito fizera?

Ao completar um ano da sua prisão, os petistas se reuniram na porta da Polícia Federal, em Curitiba, para fazerem discursos pró-Lula, com a mesma ladainha, Lula Livre, Lula perseguido pela justiça e Lula preso político.

Por outro lado, ocorreu uma chuva de comemorações nas redes sociais em razão do primeiro aniversário de cadeia do ex-presidente.

Duas atitudes extremadas, que em nada contribuem para o país: o cinismo e a desfaçatez dos esquerdopatas e a comemoração da prisão do ex-presidente Lula por seus adversários.

Num país em que os últimos três representantes maiores da nação encontram-se: um condenado e cumprindo pena em regime fechado; uma defenestrada do poder pelo impeachment (crimes de responsabilidade); e outro sendo investigado e processado por corrupção, não há nada para comemorar, apenas reconhecer que as Instituições democráticas estão funcionando.

Por maiores críticas que fazem ao Poder Judiciário, ao Ministério Público, à Polícia Federal e a outras instituições da República, por um ou outro excesso que cometeram, já que ocupadas por homens suscetíveis a erros, há de se assentir que se não fossem estas instituições republicanas, o Brasil estaria sendo comandado por esta “corja” que assaltou os cofres públicos para enriquecer ilicitamente e manter o Poder.

Se alguém merece uma defesa ou comemoração da população, com certeza não é o condenado Lula; ele deve cair no ostracismo por seus atos contra a nação, sendo esquecido para cumprimento de sua pena.

Deve-se comemorar as independências dos Poderes, das Instituições, que mesmo com tantas mazelas a serem corrigidas, têm cumprido seus misteres, colocando atrás das grades presos comuns, independentemente da envergadura política e poder aquisitivo.

Bady Curi Neto, advogado fundador do Escritório Bady Curi Advocacia Empresarial, ex-juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).

 

 

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