Lançamento de “Nana & Nilo na Cidade Verde” traz escritor carioca à Uberaba

Como forma de inclusão, a Fundação Cultural promoverá no dia 9 de agosto o lançamento de “Nana & Nilo na Cidade Verde”, do autor carioca Renato Noguera. O evento é aberto ao público e ocorre no Jockey Club, na Rua Segismundo Mendes, 72, Centro, às 14 horas. O lançamento é uma realização da Prefeitura Municipal de Uberaba através da Fundação Cultural/Coordenadoria de Políticas de Igualdade Racial.

As histórias do escritor apresentam duas crianças negras como protagonistas e destacam a representatividade e a diversidade racial. A linguagem é voltada principalmente para o público infantil e no início do letramento e alfabetização. “Nana & Nilo” é uma coleção em crescimento e até o momento conta com três livros, sendo “Aprendendo a dividir”, “Que jogo é esse?” e o “Cidade Verde”.

O autor busca transmitir para as crianças que a infância é uma fase importante e com autonomia, e que os valores da cultura africana, afro-brasileira e indígena são muito importantes para toda a sociedade. Renato conta que a decisão de escrever para o público infantil está diretamente ligada à paternidade.

“Desde os anos 2000, eu, o animador e ilustrador Sandro Lopes e a ilustradora e cenógrafa Cristiane Pereira, tínhamos um projeto de produção em diversas mídias para adolescentes e jovens. O nascimento da minha primeira filha e o aprofundamento dessa experiência com o nascimento da minha segunda filha convenceram-me de que meu caminho era escrever para crianças. Sandro e Cris gostaram da ideia e construímos um projeto exclusivamente para o público infantil. O que envolveu a abertura de uma produtora e de uma editora para abrigar o sonho Nana & Nilo”, conta.

Literatura Interpretação e Emoção - Doutor em Filosofia, Renato Noguera é professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Trabalha com projetos de extensão e atua como docente na graduação e pós-graduação em cursos de Educação, Filosofia e História. Além da coleção de livros infantis, também escreveu “Ensino de Filosofia e a Lei 10.639” (lei, do ano de 2003, que inclui no currículo de ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira").

A literatura se transforma e cria corpo através de outras artes. O teatro é uma maneira de reforçar a cultura e, sabendo disso, a Fundação Cultural também promove manifestações artísticas no dia 9. O lançamento será acompanhado de apresentação dos alunos da Escola Municipal Adolfo Bezerra de Menezes.

A professora Lindéa Ramos explica que já trabalham a questão étnico-racial há bastante tempo e que procuram trazer figuras como Nelson Mandela, Carolina Maria de Jesus, Martin Luther King e agora Renato Noguera para o ambiente escolar: “Buscamos passar igualdade, a criança tende a sofrer com bullying e preconceitos, então trabalhamos o respeito e a inclusão. Trazemos temáticas raciais e indígenas não só durante datas comemorativas como 13 de maio e 19 de abril, mas durante o ano inteiro”

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