Febre amarela apresenta risco às mulheres grávidas

Foto: Divulgação

A vacina deve ser tomada apenas com indicação médica  

 

O recente surto de febre amarela deixa as grávidas em alerta. A vacina durante a gestação deve ser avaliada pelo médico obstetra e também pelo infectologista. “A vacina conta com a presença de vírus vivos, o que merece cautela. Não existem evidências, em trabalhos científicos, que comprovem os malefícios às grávidas ou aos bebês, mas é exatamente pela falta de evidências, que recomendamos o máximo de cuidado”, explica o infectologista, Frederico Zago.

O governo de Minas Gerais decretou a situação de emergência em saúde. Ao todo, são 162 municípios. Segundo a secretaria de Vigilância e Proteção à Saúde, o estado tem registro de 81 casos confirmados de febre amarela. A secretaria confirmou 45 mortes em decorrência da doença.

De acordo com Frederico, o ideal é que as grávidas evitem as áreas de risco, como algumas regiões do estado e também matas e florestas. “O ideal é não ir aos locais mais afetados, mas se for impossível evitar esses lugares, a grávida deve fazer a parte dela. Evitar se expor em horários de pico de atividade dos mosquitos. Usar repelentes e roupas de manga longa e buscar locais com telas nas janelas, especialmente à noite, para impedir a entrada dos insetos e a contaminação”, salienta Frederico.

O infectologista ainda alerta que, a qualquer sintoma da doença, como febre alta, dor no corpo ou diarreia, a gestante deve procurar um médico.

Além das grávidas, outros grupos não devem receber a dose, como mulheres amamentando, idosos, alérgicos ao ovo e pacientes em tratamento com quimioterapia. “Bebês que moram em áreas de risco devem tomar a vacina a partir dos seis meses de idade. Vale lembrar que, em locais com pouca ou nenhuma incidência da doença, a imunização é feita a partir do nono mês”, finaliza.

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