ESCLARECIMENTO Uberaba está fora de situação de risco para dengue, zika e chikungunya

A direção de Jornalismo da Secretaria Especial de Comunicação Social da Prefeitura esclarece informação emitida em material produzido pela Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde e veiculada na Internet pelo link http://portalms.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/43454-brasil-pode-ter-aumento-de-casos-de-dengue-zika-e-chikungunya com o título ‘Mais de mil cidades podem ter surto de dengue, zika e chikungunya’ e que foi utilizada pela imprensa para produção de matérias.

Os dados que subsidiaram a notícia do Ministério são referentes ao mês de janeiro de 2018. Os índices mais atualizados mostram realidade diferente.

O Índice Rápido do Levantamento do Índice Infestação do Aedes Aegypti - LIRAa - de Janeiro/2018, foi de 8,7%, sendo os principais depósitos encontrados no lixo (34,2%) e nos depósitos móveis (26,3%), o que está de acordo com os dados do Ministério da Saúde em relação à região Sudeste, onde predominaram os depósitos móveis, caracterizados por vasos/frascos com água, pratos e garrafas retornáveis. A partir deste resultado, foram realizadas ações de intensificação de fevereiro a maio, com o fumacê e o mutirão de limpeza.

Ocorre que nova medição, a mais recente, é de abril, quando foi realizado o segundo LIRAa do ano. Nele foi demonstrado índice de infestação de 3,7%. Neste segundo LIRAa, houve uma inversão nos principais depósitos encontrados, estando mais relacionados aos depósitos móveis (36,3%) seguido do lixo (35,5%). Contudo, foi possível observar uma diminuição considerável nos índices de infestação dos bairros onde foram realizadas as ações de intensificação.  

Os dados levantados pelos municípios são encaminhados aos Estados. Os Estados encaminham os dados de seus municípios ao Ministério da Saúde. Assim, há atraso considerável na atualização final, haja vista a grande quantidade de cidades mineiras e brasileiras, respectivamente, e as necessárias atividades de compilação e análise do material. Assim, quando o resultado nacional é liberado, normalmente já não reflete a realidade.

A Secretaria Municipal de Saúde realiza o levantamento quatro vezes por ano, em janeiro, abril, em agosto e outubro. Portanto, já está partindo para o terceiro período, enquanto os dados divulgados pelo Ministério ainda se referem à primeira etapa.

Baseado nos resultados do LIRAa de janeiro, o Ministério da Saúde alertou para  a necessidade de intensificar as ações de combate aoAedes aegypti, mesmo durante o outono e inverno, em todo o País. Os resultados reforçam a necessidade de intensificar imediatamente as ações de prevenção contra a dengue, zika e chikungunya, em especial nas cidades em risco e em alerta.

No período entre o primeiro e segundo período de levantamento e comunicação à esfera superior, o Departamento de Controle de Zoonoses e Endemias continuou – e ainda continua - realizando o serviço de visitas domiciliares bimestrais com os agentes de combate a endemias. Nessas visitas, são fornecidas orientações aos moradores sobre como evitar a presença de possíveis focos de proliferação de mosquitos.

Apesar de não haver chuva neste período, há locais nos imóveis que possibilitam a água parada, como ralos e vasos sanitários em desuso, que funcionam como importantes mantenedores da proliferação dos mosquitos. Por isso, a população deve manter-se atenta  e fazer o seu papel para que juntos consigamos garantir a saúde de toda a comunidade.

O LIRAa é uma metodologia de trabalho que ajuda a mapear os locais com altos índices de infestação do mosquito Aedes aegypti , e consequentemente, alerta sobre os possíveis pontos de surto das arboviroses. A partir dos dados do LIRAa, é possível identificar os criadouros predominantes e verificar a situação de infestação do município, além de permitir o direcionamento das ações de controle para as áreas mais críticas, como mutirões, vistorias mais detalhadas, entre outras medidas.

Os extratos com índices de infestação predial inferiores a 1%, não apresentam risco. Já aqueles com índice de infestação entre 1% e 3,9% são considerados em situação de alerta. Considera-se o risco de surto de dengue quando o índice de infestação é maior que 4% dos imóveis pesquisados.

Com as informações do LIRAa, a própria população toma conhecimento da incidência do mosquito em seu bairro e pode tomar medidas para se prevenir das arboviroses.

Neste período, o Departamento de Controle de Zoonoses e Endemias continua realizando o serviço de visitas domiciliares bimestrais com os agentes de combate a endemias. Nessas visitas, são dadas orientações aos moradores sobre como evitar a presença de possíveis focos de proliferação de mosquitos.

Apesar de não haver chuva neste período, há locais nos imóveis que possibilitam a água parada, como ralos e vasos sanitários em desuso, que funcionam como importantes mantenedores da proliferação dos mosquitos. Por isso, a população deve manter-se atenta  e fazer o seu papel para que juntos consigamos garantir a saúde de toda a comunidade.

 

·        As informações técnicas são da médica veterinária, doutora em medicina tropical, Lara Rocha Batista, chefe Departamento de Controle de Zoonoses e Endemias da Secretaria.

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