Ambientes de trabalho podem desencadear reações alérgicas

IMAGEM GO
Frederico Zago alerta para a importância do tratamento das alergias ocupacionais para que o trabalhador consiga ter uma rotina tranquila
 
 
 
As alergias ocupacionais estão cada vez mais presentes na vida de quem trabalha exposto à substâncias, como farinha, látex, proteínas animais, tintas, plásticos, espumas, borrachas entre outros materiais. A prevenção e os cuidados com a saúde dos trabalhadores devem ser tratadas com bastante atenção. 
 
Alguns ambientes de trabalho específicos podem desencadear doenças respiratórias, como asma e rinite, além de dermatite de contato ocupacional - para os que trabalham em contato direto com o produto. "A gente identifica esse tipo de alergia pela causa, com exames. Percebemos, também, que há uma melhora dos sintomas aos finais de semana ou nas férias do trabalhador", explica o infectologista, especialista em Alergia e Imunologia, Frederico Zago.
 
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) 30% dos habitantes do planeta possuem algum tipo de intolerância a alguma sustância. A perspectiva é ainda mais assustadora. Conforme a OMS, até o fim do século, metade da população humana sofrerá de algum tipo de alergia.
 
"Padeiros, técnicos de laboratórios, tratadores de animais, enfermeiros, médicos, profissionais que trabalham com plásticos, couro, metal, resina epóxi, tintas, espumas, borrachas, trabalhadores de refinarias e soldadores estão entre as pessoas que trabalham expostas por longos períodos às substâncias causadoras das alergias ocupacionais", conta o infectologista.
Frederico ainda enfatiza que as alergias podem ser desencadeadas também por fumaça e gases tóxicos, como amônia e ácido clorídrico. “Inclusive os cabeleireiros, que trabalham diretamente com amônia, podem apresentar esses quadros”, reforça.
 
O médico explica que para todos os tipos de alergia há exames específicos para detecção e também tratamentos inerentes aos casos. "É importante que trabalhador busque o tratamento. Na maioria das vezes, não há como ficar livre do contato com a substância alérgica por ser o trabalho, ou seja, a fonte de renda. Mas tratamento deve ser cumprido à risca para assegurar uma vida tranquila, sem reações, na medida do possível", finaliza Frederico.

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